quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Auto Retrato


Alguém diz que sou bondosa:
está tão enganado que dá pena...
Alguém diz que sou severa,
e acho graça !
Não sou áspera nem amena:
estou na vida como o jardineiro
se entrega em cada rosa:
corte, sangue, dor e aroma...
para que a beleza fique na memória
quando a flor passa...

(Amar é lidar com os espinhos
de quem ama por inteiro:
Com força não com fraqueza)
  
                             Lya Luft

sábado, 13 de abril de 2013

Este conto vem impresso no saco de pães do Armazém Urbano, aqui na Estrada do Pau Ferro. Achei a mensagem muito bonita e gostaria de compartilhá-la com meus amigos. Aos que já a conhecem, nunca é demais relembrar.

Vou contar um fato corriqueiro que, inesperadamente, me trouxe uma grande lição de vida.

Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo:

- Dona, tem pão velho?

Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.
Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:
- Onde você mora?
- Depois do zoológico.
- Bem longe, hein?
- É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
- Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês?
- Ele sumiu.

E o papo prosseguiu, até que disse:
- Vou buscar o pão. Serve pão novo?
- Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança, daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.

Caros amigos, quantas lições podemos tirar desta resposta:
"Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente!"

Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa...
e eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.

Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse:

"Eu sou o pão da vida!"
Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua.

Antônio Maia
Pelo Direito

Hoje em dia todo mundo que ter o direito...
Direito de quê, gente ?
Pra quê ficar indagando, apedrejando, apontando, julgando ?
Tá tudo errado !
Tá bom, você tem direito...
Mas como Cristão, devemos focar em Cristo:
Será que hoje, Ele estaria gritando seus direitos, como todos estão gritando ?
Lembro de um Jesus, que fazia seus feitos e pedia: Vá e não conte a ninguém...
E aquele que ia, dava seu testemunho da diferença que Jesus fez,
E  Sua fama  corria entre as pessoas, que O queriam por perto !
E hoje, o que vemos, é gente querer defender um direito,
que já foi defendido quando Ele nos deu a Sua vida,
E nos ensinou como não ser igual e apesar de ser diferente,
mantinha os sedentos perto de Si ...
Mas parece que esquecemos disso...
Queremos bradar ao mundo que eles estão errados e nós, somos os certinhos...
Esquecendo que quando ganhamos uma batalha,
não ganhamos pela força da voz ou das implicâncias...
Ganhamos as diferenças pelo TESTEMUNHO !
Você tem dado o seu testemunho ?
Você tem sido testemunho ?
Ou tem estado ocupado demais se lambuzando e espalhando a lambuza do mundo ?
Será que Jesus estaria debatendo com os que se acham no direito de deturpar a imagem de Deus ?
Na minha humilde opinião, Jesus estaria ocupado orando e buscando uma solução,
Junto com o Pai, para o mal que assola a humanidade...
E através dos seus atos discretos, estaria fazendo a mudança na vida de alguém ...
Vamos prestar mais atenção nos atos de Jesus, como se Ele ainda estivesse aqui,
Em corpo humano, porém, com atitude dignas de honra !
Vamos ser mais Cristãos e menos lambuzadores !
"Pronto tô quase leve !"